
Há uma integração no processo produtivo desde o tempo de nossos Avôs, que residiam nos campos, enviavam matéria prima para a sociedade urbanizada, que processava os insumos a fim de acompanhar as inovações do mercado.
Hoje, vemos que a estrutura que se criou ao decorrer dos anos, não é eficaz, ela atua de forma linear, deixando lacunas em nosso meio, nosso ciclo produtivo, não atua de forma sustentável, pois utilizamos os recursos naturais de maneira desregrada, sem notar, que se trata de recursos finitos, que se tornam cada vez mais escassos.
Isso tudo pode e deve ser atribuído, a chegada do tempo da globalização, que traz interação humana, fazendo com que todos estejam conectados através das cadeias de consumo. As raízes estão fixadas no Capitalismo moderno, que dá vida a este ciclo, através do poder do estado e das organizações privadas, que gera os recursos sem a intervenção de ninguém, a não ser de seus próprios acordos e interesses, ignorando o fato de que a degradação do meio ambiente, nos trará muitos mais que o lucro. Contudo, esse capitalismo se sustenta através da exploração não só dos recursos naturais, mas também da mão de obra barata, conseguem congelar preços e estabilizar o mercado transferindo prejuízos para o setor agrícola.
Com a mecanização, após a primeira guerra, houve diversas mudanças no que se refere a qualidade e durabilidade dos novos produtos. A indústria produz um fogão que dure no máximo dois anos, e não mais um bem durável que era passado até de geração em geração. O modismo é resultante dessa cultura capitalista, que imputa na mente das pessoas desejos vagos; que estimulam comprar sem haver a real necessidade de adquirir determinado produto, e comercializando produtos cada vez mais perecíveis ao tempo, gerando consumo desenfreado.

Existem algumas ONG’s empenhadas na manutenção do meio ambiente, fazendo manifestações, promovendo a reciclagem entre outras ações, mas tudo isso não será o suficiente, levando em consideração a situação caótica que vemos, onde os principais poluidores são as grandes indústrias, expelindo resíduos químicos de todas as formas que são extremamente nocivos a todos os seres.
Estamos em meio a um colapso, faz-se necessário, que o estado cumpra sua tarefa de fiscalizar as grandes organizações do setor privado, de cobrar atitudes ecologicamente corretas, de desenvolver políticas de conscientização, de transformar uma cultura burra em sustentabilidade. Um governo para as pessoas, que pense não somente em conjuntos habitacionais, mas sim, na qualidade de vida e no meio em que vivemos.


