
Diante da revolução digital do século XXI, é natural que exista “fake” de pessoas influentes e formadoras de opiniões. Assim, em um país onde falta uma legislação severa contra o crime virtual, muitas pessoas acabam lesadas. Justamente no momento em que o Brasil segue a caminho de se tornar uma das grandes potencias econômicas.
Às indústrias, resta repassar ao consumidor a grande carga tributária imposta pelo estado, e não havendo uma fiscalização eficaz contra a pirataria, muitas empresas acabam sem opções. Uma vez que a população almeja “estar na moda”, acabam por buscar alternativas mais viáveis para se manter nos padrões estabelecidos pela sociedade consumista. No entanto, ainda que pequeno, existe um cenário de incentivo fiscal que nem todas as empresas sabem desfrutar, muitas gigantes como a Nike se utilizam de mão de obra ”escrava” de países como Vietnã, China, e outros países da Ásia, deixando de lado os valores humanos, que deveriam ser premissas básicas a qualquer organização.
O Brasil é um país em ascensão onde predomina a classe C, que passa a ter acesso ao mundo, a coisas que anteriormente não era possível, hoje a sociedade esta em busca de informações para sua evolução, mas como podemos cobrar que essa classe pague por um DVD R$ 60,00, por um software original um valor aproximado de R$ 400,00, sendo que o salário mínimo gira em torno de R$ 610,00?
Não vejo diminuição da competitividade diante do aumento da pirataria, mas sim, um aumento de investimentos na busca por tecnologias para combater esse problema, como a Sony fez com o Playstation 3, que utiliza mídias em blu-ray que apesar do seu custo elevado, neutraliza as ações de elementos piratas, através de seu bloqueio, pois caso consigam quebrar essa proteção, perde desempenho e funções importantes do console, como a utilização da internet em jogos online e atualizações. Também existe a outra face, como empresas que acabaram extintas como as pequenas locadoras, apenas as grandes como blockbuster, se mantiveram, justamente por que não ficaram obsoletas, buscaram alternativas como serviços online para entrega de filmes, e outras aproveitaram os avanços tecnológicos de TV’s com internet, e surgiram no mercado com novos serviços como o da Netflix, que oferece filmes online cobrando valores mensais e se enquadra dentro dos padrões legais.
É preciso valorizar o desenvolvimento de novos produtos, as pesquisas e os direitos autorais, pois isso engloba grandes investimentos e horas de dedicação de trabalho. A solução está muito a cima de ações pontuais, é preciso uma mudança por parte de toda a sociedade, com uma reação em cadeia, de forma que, todas as partes: estado, indústria e população se engajem, em busca de um desenvolvimento continuo e sustentável, para que haja um convívio em harmonia onde todos possam desfrutar dos avanços tecnológicos.

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