quinta-feira, 8 de março de 2012

ESTÁ EM NOSSAS MÃOS

Há uma integração no processo produtivo desde o tempo de nossos Avôs, que residiam nos campos, enviavam matéria prima para a sociedade urbanizada, que processava os insumos a fim de acompanhar as inovações do mercado.

Hoje, vemos que a estrutura que se criou ao decorrer dos anos, não é eficaz, ela atua de forma linear, deixando lacunas em nosso meio, nosso ciclo produtivo, não atua de forma sustentável, pois utilizamos os recursos naturais de maneira desregrada, sem notar, que se trata de recursos finitos, que se tornam cada vez mais escassos.

Isso tudo pode e deve ser atribuído, a chegada do tempo da globalização, que traz interação humana, fazendo com que todos estejam conectados através das cadeias de consumo. As raízes estão fixadas no Capitalismo moderno, que dá vida a este ciclo, através do poder do estado e das organizações privadas, que gera os recursos sem a intervenção de ninguém, a não ser de seus próprios acordos e interesses, ignorando o fato de que a degradação do meio ambiente, nos trará muitos mais que o lucro. Contudo, esse capitalismo se sustenta através da exploração não só dos recursos naturais, mas também da mão de obra barata, conseguem congelar preços e estabilizar o mercado transferindo prejuízos para o setor agrícola.

Com a mecanização, após a primeira guerra, houve diversas mudanças no que se refere a qualidade e durabilidade dos novos produtos. A indústria produz um fogão que dure no máximo dois anos, e não mais um bem durável que era passado até de geração em geração. O modismo é resultante dessa cultura capitalista, que imputa na mente das pessoas desejos vagos; que estimulam comprar sem haver a real necessidade de adquirir determinado produto, e comercializando produtos cada vez mais perecíveis ao tempo, gerando consumo desenfreado.

Existem algumas ONG’s empenhadas na manutenção do meio ambiente, fazendo manifestações, promovendo a reciclagem entre outras ações, mas tudo isso não será o suficiente, levando em consideração a situação caótica que vemos, onde os principais poluidores são as grandes indústrias, expelindo resíduos químicos de todas as formas que são extremamente nocivos a todos os seres.

Estamos em meio a um colapso, faz-se necessário, que o estado cumpra sua tarefa de fiscalizar as grandes organizações do setor privado, de cobrar atitudes ecologicamente corretas, de desenvolver políticas de conscientização, de transformar uma cultura burra em sustentabilidade. Um governo para as pessoas, que pense não somente em conjuntos habitacionais, mas sim, na qualidade de vida e no meio em que vivemos.

sábado, 3 de março de 2012

ATÉ QUANDO VOCÊ VAI LEVANDO?

Diante da revolução digital do século XXI, é natural que exista “fake” de pessoas influentes e formadoras de opiniões. Assim, em um país onde falta uma legislação severa contra o crime virtual, muitas pessoas acabam lesadas. Justamente no momento em que o Brasil segue a caminho de se tornar uma das grandes potencias econômicas.

Às indústrias, resta repassar ao consumidor a grande carga tributária imposta pelo estado, e não havendo uma fiscalização eficaz contra a pirataria, muitas empresas acabam sem opções. Uma vez que a população almeja “estar na moda”, acabam por buscar alternativas mais viáveis para se manter nos padrões estabelecidos pela sociedade consumista. No entanto, ainda que pequeno, existe um cenário de incentivo fiscal que nem todas as empresas sabem desfrutar, muitas gigantes como a Nike se utilizam de mão de obra ”escrava” de países como Vietnã, China, e outros países da Ásia, deixando de lado os valores humanos, que deveriam ser premissas básicas a qualquer organização.

O Brasil é um país em ascensão onde predomina a classe C, que passa a ter acesso ao mundo, a coisas que anteriormente não era possível, hoje a sociedade esta em busca de informações para sua evolução, mas como podemos cobrar que essa classe pague por um DVD R$ 60,00, por um software original um valor aproximado de R$ 400,00, sendo que o salário mínimo gira em torno de R$ 610,00?

Não vejo diminuição da competitividade diante do aumento da pirataria, mas sim, um aumento de investimentos na busca por tecnologias para combater esse problema, como a Sony fez com o Playstation 3, que utiliza mídias em blu-ray que apesar do seu custo elevado, neutraliza as ações de elementos piratas, através de seu bloqueio, pois caso consigam quebrar essa proteção, perde desempenho e funções importantes do console, como a utilização da internet em jogos online e atualizações. Também existe a outra face, como empresas que acabaram extintas como as pequenas locadoras, apenas as grandes como blockbuster, se mantiveram, justamente por que não ficaram obsoletas, buscaram alternativas como serviços online para entrega de filmes, e outras aproveitaram os avanços tecnológicos de TV’s com internet, e surgiram no mercado com novos serviços como o da Netflix, que oferece filmes online cobrando valores mensais e se enquadra dentro dos padrões legais.

É preciso valorizar o desenvolvimento de novos produtos, as pesquisas e os direitos autorais, pois isso engloba grandes investimentos e horas de dedicação de trabalho. A solução está muito a cima de ações pontuais, é preciso uma mudança por parte de toda a sociedade, com uma reação em cadeia, de forma que, todas as partes: estado, indústria e população se engajem, em busca de um desenvolvimento continuo e sustentável, para que haja um convívio em harmonia onde todos possam desfrutar dos avanços tecnológicos.